Fim. Chegou ao final mais um folhetim do grande novelista Silvio de Abreu! Aqui, reporto-me as décadas de 70 e 80, quando eu ainda era criança e me deliciava com as estórias da imbatível, inesquecível e talentosa novelista Janete Clair. Meu Deus, que falta essa escritora nos faz. Até que seu pupilo Gilberto Braga não deixa muito a desejar, vide a famosa novela Vale Tudo que entrou para a galeria das grandes novelas. Mas, deixando de lado a nostalgia, retomemos a realidade e derramemos lágrimas ao final de um folhetim que não trouxe qualquer novidade e nem distanciou-se muito da emoção. Gostaria de saber o que se passa na cabeça de um autor ao epilogar uma novela que ao longo de oito meses prendeu a atenção do público chegando a marcar picos de audiência? Meus amigos, acho que ninguém mereceu um final tão "xoxo" de uma novela que continha vários nucleos e tramas. Aliás, só mesmo na cabeça do Abreu para rolar tanto incesto, já que sua Passione foi um emaranhado de envolvimento entre parentes que até o saudoso escritor Nelson Rodrigues deve ter dado várias cambalhotas em seu tumulo. Sinceramente, como vivemos numa democracia, detestei o desfecho da novela Passione, me senti lesado, enganado e feito de trouxa, noutras palavras. Claro que me preparei da melhor forma possível com um grupo de amigos numa mesa de bar tomando aquela cerveja geladinha na expectativa de como seria a "gran finale" do pastelão e que pastelão. Não houve qualquer emoção e nem humor. Faltou tudo na novela! As revelações feitas na mesma já eram notórias, até mesmo minha prima de 13 aninhos já havia cantado a pedra antes mesmo da novela ir ao ar. Clara, claro, era a assassina e daria a volta por cima. O Fred que de vilão não tinha nada, por mais que o ator Reinaldo Gianecchini buscasse o tom correto para o personagem, no final foi transformado em vítima. A Diana, coitada, nadou, nadou e acabou indo para o andar de cima, deixando a felicidade para a megera da Melina, que rolaram boatos de que a mesma não seria filha de Beth Gouveia mas, do chofer. Mauro continuou em seu chove mas, não molha. Claro que não podemos elogiar o maravilhoso elenco dessa estória que graças a Deus chegou ao seu final, pois ninguém estava mais aguentando. Porque em toda criação do Silvio, no final ele se perde? O que acontece? Na minha opinião, desde o sucesso de Vale Tudo, do Gilberto Braga, para a galeria das grandes novelas só A Favorita que teve começo, meio e fim bem emocionante, Senhora do Destino e Paraiso Tropical. As demais deixaram a desejar e muito! Acho que está na hora da Globo repaginar-se e apostar no novo, sem desmerecer os antigos autores, pois quando lembro do último capítulo de Passione, sisnto vontade de chorar de tanta ira, pois acho que não mereci um final tão sem graça, sem a menor emoção. Pior mesmo é ter que aturar o tal do BBB11 de cartas marcadas! Oh, dó!!! Vamos torcer para que a novela Insensato Coração preencha o vazio deixado pela Passione e nos faça esquecer rapidamente o sotaque italiano e as armações incestuosas dos seus personagens. É de fato que a fórmula será a mesma de todas as novelas. Briga pelo poder, triangulo amoroso, campanhas sociais, blá, blá e blá. Quando será que algum autor vai mudar esses ingredientes e oferecer de verdade alguma novidade para nós que damos audiência as suas obras? Não quero me fazer de ignorante, sei que os principais ingredientes que garantem o sucesso de uma novela é a briga pelo poder, porém, por outro lado sei também que existem outras fórmulas ainda não exploradas por eles que são capazes de gerar o mesmo sucesso. É só ousar! Pena que Deus não dá asas a cobra!!! Que saudades de Janete Clair, Braulio Pedroso, Ivany Ribeiro, Jorge Amado, Dias Gomes...Que saudade...


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