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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Oh...Insensato destino, ops! Quero dizer Insensato Coração

Eriberto Leão e Paola Oliveira - Foto Divulgação
Um novo folhetim invadiu milhares de lares brasileiros na noite de 17/11/2011 substituindo a mais ou menos sucedida, que teve um sinal terrível Passione, no horário das 21h. Escrita pela dupla Gilberto Braga e Ricardo Linhares, sob a direção do inquieto Denis Carvalho, Insensato Coração estreiou com pompa e alguns furos, lá vai eu falar mal de direção novamente. Lógico, quando se cria um burburinho em torno do que quer que seja, cria-se expectativa e, como sou um ser normal, fiquei ansioso pela estréia e, ao assisti, claro que torci o nariz. Não sei se faltou dinâmica, mas o desfecho tudo era prevesivel, qualquer antinovelista poderia prever. Bizarra mesmo foi a cena do aeroporto quando um personagem por várias tentativas é interceptado pelo alarme e, em seguida utilizam um detector de metal, observam que o sapato dele é o responsável por disparar o alarme e, em seguida o liberam. Tudo bem que a nossa segurança deixa a desejar, vide um teste realizado por uma equipe da TV Globo que conduziu um protótipo de fuzil por vários aeroportos e não foi interceptado. Outra ação, na mesma novela, a capacidade de movimentação do sequestrador na aeronave e os crimes cometidos por ele. Por fim, o cai mas não cai do avião, até a chegada dos personagens centrais, nesse caso o par romântico (Paola Oliveira e Eriberto Leão). Achei que foi uma tremenda força de barra, tipo tentar enfiar por nossa goela a dentro algo que não é verdade. Quando um avião vai levar tanto tempo plainando sem o comando de um piloto? Sempre enfim, é novela, tudo bem. Poderia haver maior dinâmica na estória por ser o primeiro capitulo. Imaginei um automóvel tentando mudar de marcha e pessistindo na mesma, sem conseguir alavancar. Os ingredientes de certa forma, são interessantes, foi notório em seu primeiro capítulo, apesar do que saberemos que haverá mortes, traições, triangulos amorosos e pitadas de humor, claro com a inimitável Maria Clara Gueiros, essa é simplesmente DEMAIS, Deborah Seco, Lázaro Ramos e Leonardo Miggiorim. Vindo da dupla Braga e Linhares pode contar que é sucesso na certa. Ainda mais tendo no elenco nomes como o de Glória Pires, Natalia do Valle, Nathalia Thimberg, Antonio Fagundes, Ana Lucia Torres, Hugo Carvana, José Wilker, José Augusto Branco e Norma Blum. É um time de veteranos para colocar inveja em qualquer autor de novela. Só estou meio preocupado com o tom do Fagundes ao seu personagem me reportou ao mal sucedido personagem da terrível novela "Tempos Modernos" exibida no horário das 19h. Sendo o ator que é, acredito que mais adiante ele encontrará o tom correto para o seu Raul, ainda mais diante do embate que vai rolar com o irmão Umberto (José Wilker). Quanto aos filhos de Nathalia do Valle tudo pode ser uma mera semelhança, já que em Viver a Vida ela também tinha um casal de gemeos que vivia as turras. Não teria outra atriz do talento da Nathalia para viver esse papel? Está tão acesso em nossa memória a mãe chata que ela viveu no folhetim do Manuel Carlos que de cara nos veio a lembrança da mesma ao vê-la como mãe de Pedro e Léo. Espero que seja somente semelhança e nada além disso. Sei o quanto sou chato, mas que posso fazer? Sou mesmo noveleiro, ora bolas!

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